• Rafael Sanson

Comportamento empreendedor



Ter um comportamento empreendedor vai muito além de bater metas e lidar com os altos e baixos desta caminhada


Ter um comportamento empreendedor vai muito além de bater metas e lidar com os altos e baixos desta caminhada. Trata-se de um conjunto de atitudes que constroem relacionamentos de confiança e criam valor para todos os stakeholders (clientes, fornecedores, parceiros, colaboradores e investidores).

Não há um consenso do que é o comportamento empreendedor, mas existem certos aspectos que a maioria dos especialistas consideram essenciais para este tipo de profissional. Empatia, criatividade e visão analítica são alguns deles. Veja, a seguir, o que acreditam três empreendedores e estudiosos do assunto:

“Empreendedores não são pessoas extraordinárias. São pessoas comuns que fazem coisas extraordinárias”, opina Carlos Hilsdorf, economista e pós-graduado em marketing pela FGV, em entrevista a Época Negócios. Autor de livro chamado "Atitudes Empreendedoras", Hilsdorf explica que todo comportamento empreendedor é sustentado por planejamento e execução, e não apenas sonhos e ideias criativas.

Em sua obra, o autor destaca fatores essenciais do empreendedorismo como: iniciativa, que é a busca imediata por caminhos sempre que há uma oportunidade; planejamento, que é a antecipação de problemas para o negócio; disciplina, que é a organização e coerência para seguir o planejamento; e a aprendizagem empreendedora, que é a capacidade de procurar se desenvolver continuamente com lições que podem ser aplicadas na prática.

“Os profissionais do futuro são aqueles que conseguem entrar no processo de adaptação o tempo todo. Precisam ter a capacidade de mudança, gostar da mudança, buscar por ela e transformá-la no seu grande objetivo, questionando tudo e todos e sabendo que nada dura mais que 15 minutos", explica João Soler, especialista no ecossistema do empreendedorismo ao Correio Braziliense.

"Claro que a capacidade de mudança traz consigo uma série de outras competências, como a resiliência, o pensamento crítico, automotivação e autoconfiança, entre outros. Essas pessoas não serão as mais inteligentes, as mais rápidas nem as mais fortes, serão aquelas que conseguem se adaptar a todas essas mudanças que estão aí e outras que estão chegando”, completa Soler.

Para Roberto Niwa Camilo, empreendedor e CEO da Markt Club, empresa de clube de benefícios, o comportamento pode ser trabalhado já desde a escola, aplicada a grade curricular e preparar o jovem para questões de negócios e economia da forma que se ensina química e física.

“Esta veia empreendedora pode ser trabalhada de inúmeras formas, inclusive na formação dos jovens. E acredito que todo mundo tenha comportamento empreendedor. Algumas pessoas enterram isso, em um dado momento. Algumas desistem. Outras têm a Síndrome do Impostor e acham que não são capazes. Mas acredito que todo mundo tenha esta veia empreendedora”, relata Roberto, em entrevista exclusiva ao nosso portal.


Fonte: Whow


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