• Rafael Sanson

Espaços de coworking devem crescer e se adaptar

Após a crise no início de 2020 com a popularização do home office, especialistas apostam que o setor de trabalho compartilhado sairá fortalecido no pós pandemia.





A chegada da pandemia da COVID-19 no Brasil foi um baque para diversos mercados. Considerando o fato da maioria das empresas terem aderido ao home office como primeira medida de contenção da disseminação do vírus, o setor de coworking, que vinha apresentando crescimento nos últimos anos, foi bastante afetado no início de 2020.


Segundo resultados do Censo Coworking Brasil 2020*, em média, o mercado perdeu 53% do faturamento durante o auge da quarentena. Apesar da receita ter caído pela metade, em termos de número de coworkers, os dados mostram uma redução média de 38% no total de contratos (cancelamentos). Segundo o estudo, 9 escritórios de coworking no País declararam ter perdido 100% dos seus membros.


A recuperação parece ter começado no final de 2020 quando o mercado começa a dar sinais da migração dos escritórios tradicionais para os espaços de coworking – ou ainda, uma mistura desses três modelos de trabalho. Ainda segundo os especialistas do Coworking Brasil, os empreendimentos que desejam sobreviver precisam manter uma programação de eventos e estratégias promocionais alinhadas com as tendências para coworking.


Flexibilidade

A palavra regente dessa recuperação é, sem dúvida: Flexibilidade. A pandemia mostrou que é possível manter suas atividades de trabalho em qualquer lugar com um computador e acesso à Internet. A partir daí, as empresas buscaram maior flexibilidade e essa mudança abre espaço para o crescimento dos coworkings em 2021.


Para isso, ainda segundo informações do portal Coworking Brasil, as empresas estão investindo em ambientes mais abertos, espaçosos, com áreas verdes e contratos mais flexíveis ampliando seu público-alvo. Além de freelancers, startups e empresas de uma ou duas pessoas, os espaços podem fazer parceria com grandes empresas que desejam economizar dinheiro usando escritórios compartilhados.


“A necessidade ou vontade de reduzir a mobilidade das pessoas na cidade, fruto da adaptação ao trabalho remoto permitirá que grandes empresas deixem de ter um único espaço centralizados na cidade, para criar HUBs nas diversas regiões de uma cidade, oferecendo tecnologia e infraestrutura aos seus colaboradores, sem a necessidade de retornar aos modelos pré-pandemia” comenta Willian Rigon, diretor de Marketing da Urban Systems.


Outra informação importante e que pode ajudar na recuperação é o investimento na criação de novos nichos de cowokings. Como espaços exclusivos para pais, femininos, cozinhas compartilhadas, coworkings rurais, coworkings para TI, coworkings para consultórios médicos e odontológicos, além de espaços destinados para o trabalho compartilhado em hotéis.


Grandes grupos

Segundo matéria divulgada pela Revista Exame*, em abril deste ano (2021), o IWG, grupo britânico dono das empresas Regus e Spaces (ambas de coworking) conta com mais de 3.500 unidades pelo mundo e, também está apostando no crescimento que o Brasil pode proporcionar. No último ano, a companhia assumiu um prédio da WeWork em Ipanema, depois que a primeira locadora encerrou a operação em maio de 2020.


Para aproveitar a oportunidade de crescimento, a companhia deve investir em franquias durante o ano de 2021. A estimativa é fechar com 100 unidades (próprias e franqueadas, somadas). Hoje, a empresa tem 32 mil clientes ativos, distribuídos em 70 unidades pelo país. Além da volta dos pequenos empreendedores, o que impulsionou a retomada foi a procura das empresas de médio e grande porte. Em geral, elas haviam cortado os altos aluguéis dos escritórios convencionais e estavam interessadas nas soluções dos coworkings para estabelecer um modelo híbrido, com dias de home office e dias de escritório.


Dessa forma, o IWG pretende preencher espaços antes ocupados por grandes empresas, com estações de trabalho flexíveis e capturar a demanda que migrou para esse formato de trabalho. Atualmente, 150 edifícios estão sendo avaliados pela empresa.


Ainda segundo a matéria, o cenário é possível porque o trabalho, no Brasil, está distribuído para além das capitais, com aumento de demanda também nas cidades menores.


Conteúdo elaborado pela redação Urban Systems


Fontes: Coworking Brasil e Revista Exame


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