• Rafael Sanson

Inovação aberta para os pequenos empreendedores


Pequenas e médias empresas devem fazer parte do ecossistema de inovação e aproveitar esta tendência em crescimento no país.


Inovação aberta é o desenvolvimento colaborativo de soluções inovadoras para negócios. É possível realizar inovação aberta com a integração entre diversos agentes da economia, como pequenas empresas, setor público, grandes corporações, startups, hubs de inovação, laboratórios de pesquisa e até as universidades.


Há diversos níveis de intensidade neste processo. A inovação aberta varia desde um acordo entre duas ou mais entidades para realizar um projeto em conjunto, até programas estruturados de conexão entre os diferentes players por um período mais longo, ou mesmo a aquisição de uma startup por uma grande empresa com o intuito de resolver um determinado problema da organização maior com inovação.


A organização 100 Open Startups divulga, anualmente, o ranking 100 Open Corps. Na edição de 2021, foram elencadas as 100 empresas que atuam no Brasil e mais se relacionam com startups para gerar inovação. Por meio de uma pontuação que leva em conta diversos fatores relacionados à inovação aberta,


é feito o ranqueamento das organizações “mais abertas” do mercado.

Neste ano, as primeiras posições do ranking ficaram, respectivamente, com: Ambev, ArcelorMittal, BMG, BASF e Nestlé.


Oportunidades para empreendedores

Segundo a análise da 100 Open Startups, o mercado de inovação aberta explodiu no último ano. O número de corporações


que fizeram contratos com startups saltou de 1.968, em 2020, para 3.334 em 2021. Do outro lado, a quantidade de startups que colaboraram com grandes empresas foi de 13.092 para 18.355 na comparação ano a ano. O valor médio dos contratos quase dobrou: era de R$ 140 mil no ano passado e ficou em R$ 270 mil esse ano.


A primeira lição que fica deste cenário é a crescente força da colaboração em ecossistemas no Brasil. Neste sentido, os


empreendedores devem estar atentos às soluções que desenvolvem em seus negócios, pois estas também podem resolver as dores de uma empresa maior. Estar em contato com hubs de inovação e, assim, entrar no radar das grandes corporações pode levar a fechar contratos grandes, ou até mesmo investimento e aquisição.


O oposto também é válido: não são apenas as grandes corporações que devem se conectar com startups. Empreendedores em estágio mais avançado, à frente de médias empresas, também podem solucionar problemas pontuais em suas operações com inovação aberta.


Imagine que, por exemplo, há uma oportunidade de ganho de eficiência ao aplicar tecnologia para automatizar processos em uma determinada empresa. Muitas vezes, vai sair mais caro contratar desenvolvedores para des


envolver a solução “dentro de casa” do que criar esta solução em conjunto com uma startup que já tem a equipe e a expertise nesse sentido. Nesse caso, estar em contato com os ecossistemas de startups também é interessante para o empreendedor.


Por último, vale ressaltar a diversidade de setores em que atuam as corporações ranqueadas no 100 Open Corps. Isto mostra que a inovação, hoje, não está mais restrita às empresas de tecnologia da informação ou do setor financeiro. Trata-se de uma tendência que ultrapassa qualquer barreira de mercado. Nesse sentido, empreendedores em qualquer área de atuação devem estar atentos às possibilidades da inovação aberta.


Fonte: Whow


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