• Rafael Sanson

Negócios de Impacto Social



Este assunto vem está recorrente os novos consumidores e trouxe de maneira cotidiana onde encontramos no meio de nós.

Causar um impacto positivo em uma comunidade, ampliar as perspectivas de pessoas marginalizadas pela sociedade, além de gerar renda compartilhada e autonomia financeira para os indivíduos de classe baixa: estes são alguns dos objetivos dos negócios de impacto social.

Os negócios de impacto social buscam beneficiar diretamente pessoas de renda mais baixa, das chamadas classes C, D e E.

Um dos principais diferenciais desse tipo de organização é que elas são desenvolvidas considerando a viabilidade econômica da intervenção, com base em estratégias e modelos de negócios: ou seja, são soluções de negócios para problemas sócio ambientais.


Lucro e meio ambiente

Os negócios de impacto social buscam impacto sócio ambiental positivo gerado através do próprio core business do empreendimento, ou seja, a atividade principal deve beneficiar diretamente pessoas com faixa de renda mais baixas, as chamadas classes C, D e E, que de acordo com o IBGE, em 2010, correspondem a 168 milhões de pessoas. Portanto, viabilidade econômica e preocupação social e ambiental possuem a mesma importância e fazem parte do mesmo plano de negócios.


Na prática, se configuram como uma organização de várias naturezas jurídicas que opera como negócio, orientando-se pela lei da oferta e demanda e dedicando-se a conhecer seu público, oportunidades e riscos, e utilizando mecanismos de mercado para atingir seus propósitos sociais.


Como um negócio tradicional, ele deve gerar suas próprias receitas a partir da venda de produtos e/ou de serviços como de educação, saúde, nutrição, tecnologia, etc. E sua motivação de existir é primordialmente ou exclusivamente por uma causa sócio ambiental. Os negócios de impacto social mostram que não há conflito entre ambição social e econômica.


Logo a definição PROJETOS DE IMPACTO SOCIOAMBIENTAL: projetos de empreendimentos que têm a intenção clara de endereçar um problema socioambiental por meio da sua atividade principal (seja seu produto/serviço e/ou sua forma de operação). Atuam de acordo com a lógica de mercado, com um modelo de negócio que busca retornos financeiros, e se comprometem a medir o impacto que geram. A publicação “O que são negócios de impacto” apresenta quatro critérios mínimos para que um empreendimento seja considerado um negócio de impacto:

(i) Intencionalidade de resolução de um problema social e/ou ambiental;

(ii) Solução de impacto é a atividade principal do negócio;

(iii) Busca de retorno financeiro, operando pela lógica de mercado;

e (iv) Compromisso com monitoramento do impacto gerado.


Duas linhas de pensamento

A outra diferença que envolve duas correntes divergentes relaciona-se à distribuição de lucros gerados pela operação do negócio de impacto social. A primeira, liderada por Muhammad Yunus, economista pioneiro em usar o termo, fundador do Grameen Bank e ganhador do prêmio Nobel da Paz em 2006, defende que os investidores só podem recuperar o capital investido, sem direito a lucro e dividendos. Segundo ele, o lucro deve ser totalmente reinvestido na empresa e destinado à ampliação dos benefícios sócio ambientais.

Outra corrente mais ampla, representada por Stuart Hart e Michael Chu, professores estudiosos do tema das Universidades de Cornell e Harvard, nos Estados Unidos, defende a distribuição de lucro por entender que isso possibilita atrair mais investidores e permite a criação de novos negócios na velocidade necessária para superar os desafios sociais existentes no mundo.


Como funciona

Na prática, esses empreendimentos se configuram como uma organização de várias naturezas jurídicas que operam como um negócio - orientando-se pela lei da oferta e demanda e dedicando-se a conhecer o seu público, oportunidades e riscos. Como um negócio tradicional, eles devem gerar suas próprias receitas a partir da venda de produtos ou de serviços. Tudo isso com foco na preocupação social e ambiental.





Saiba mais sobre os ODS e a Agenda 2030.


Fonte: Sebrae e ICE

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